Promoção: Revista em casa a partir de 10,99

Mulheres no comando: saiba como a Latam está aumentando seu quadro de pilotas

Só 2% dos pilotos de avião no Brasil são mulheres. Na Latam, a porcentagem é um pouco maior, e a diferença é fruto de um projeto em andamento, segundo a coordenadora de desenvolvimento organizacional da companhia.

Por Luisa Costa
Atualizado em 6 mar 2024, 09h23 - Publicado em 4 mar 2024, 15h55
Rubia Malagrino
 (LATAM/Divulgação)
Continua após publicidade

Há 3.283 pilotas de avião formadas no país, mas só 992 exercem a profissão de fato, segundo um estudo da Universidade Federal de São Carlos. Elas representam 2,3% da mão de obra brasileira nesse setor. A Latam não revela seu número total de pilotos, por considerar uma informação sigilosa. Mas sua porcentagem é um pouco maior: 4%. E a diferença é fruto de um projeto em andamento: metade dessas pilotas foi contratada em 2023.

“O principal desafio de trabalhar com diversidade é que a gente esbarra em problemas sociais”, afirma Rubia Malagrino, coordenadora de desenvolvimento organizacional da Latam. “Temos consciência de que o machismo da sociedade se reflete na companhia – e de que o transporte é historicamente uma área masculina. Mas precisamos de pluralidade, porque atendemos pessoas de diferentes perfis.”

A Latam Brasil investe em ações para a diversidade há três anos. Essa inclusão é um processo lento, mas contínuo, segundo a coordenadora. “A gente já entendeu que é uma longa jornada. Nós só vamos avançar se conscientizarmos os nossos colaboradores.”

E foi assim que a empresa começou esse processo: de dentro para fora. E do alto para baixo.

Conscientizando quem manda

Malagrino explica que o primeiro passo foi trabalhar com a liderança da companhia. Eles chamaram uma consultoria, que ajudou a fazer um diagnóstico do quadro de funcionários para saber como eles estavam em termos de representatividade: quantas mulheres trabalham em cada área?

Continua após a publicidade

Esse diagnóstico, que também avaliou a presença de pessoas negras e indivíduos com deficiência (PCDs), ajudou os profissionais de RH a desenhar suas campanhas de conscientização. Eles adaptaram peças de comunicação interna e organizaram eventos para discutir diversidade e inclusão – primeiro, com a alta gestão.

Era fundamental conversar com os líderes, prepará-los e estabelecer o compromisso de aumentar a representatividade, segundo a coordenadora. “Nós preferimos começar pela alta liderança para ganharmos força ao levar essa pauta, gradativamente, ao restante da pirâmide.”

As metas principais, neste momento, estão relacionadas à igualdade de gênero. O segundo compromisso é com a inclusão de PCDs no quadro de colaboradores; o terceiro, com a inserção de pessoas negras em áreas estratégicas. “Você precisa olhar para a diversidade como um todo. Mas, se não foca em alguns grupos, não sai do lugar”, afirma Malagrino.

Continua após a publicidade

Seleção mais abrangente

Em seguida, o RH passou a investir em ações diretas para a inclusão. Junto às lideranças, a área reavaliou alguns aspectos dos processos seletivos. Decidiram, por exemplo, que não precisam exigir inglês avançado para quem entra como tripulante de cabine fazendo rotas nacionais. O processo também pode ser online, para atrair pessoas além do eixo Rio-São Paulo.

E a companhia organizou um processo seletivo só para mulheres – uma decisão fundamental para o aumento de pilotas, segundo Malagrino. Nesse sentido, também há um programa de mentoria para auxiliar na formação das mulheres da empresa, e o RH eventualmente convida pilotas (de dentro e de fora da Latam) para dividir suas experiências.

“Também queremos inspirar meninas a serem pilotas, fazendo eventos com escolas – um investimento de longo prazo. É preciso paciência para trabalhar com inclusão. Não temos pressa. Mas não fazemos pausas.”

Continua após a publicidade
Compartilhe essa matéria via:

Este texto faz parte da edição 90 (fevereiro/março) da VOCÊ RH. Clique aqui para conferir os outros conteúdos da revista impressa.

Errata: A versão impressa desta matéria dizia que Rubia Malagrino é coordenadora de desenvolvimento regional da Latam. O cargo correto de Malagrino é coordenadora de desenvolvimento organizacional.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

SEMANA DO CONSUMIDOR

Assine o Digital Completo por apenas R$ 5,99/mês

Digital Completo

Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*
Apenas R$ 5,99/mês*
ECONOMIZE ATÉ 59% OFF

Revista em Casa + Digital Completo

Nesta semana do Consumidor, aproveite a promoção que preparamos pra você.
Receba a revista em casa a partir de 10,99.
a partir de R$ 10,99/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$71,88, equivalente a R$ 5,99/mês.

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.